Negados recursos de acusadas de matar menino Bernardo

O Juiz Marcos Luís Agostini negou nesta quarta-feira (2) o recurso apresentado pela defesa das acusadas de matar o menino Bernardo. Graciele Ugulini e Edelvânia Wirganovicz entraram com pedido para que não fossem julgadas peloTribunal do Juri, mas não foram atendidas. 

Em meados de agosto o juiz de Três Passos Marcos Luís Agostini decidiu que os quatro réus do caso Bernardo serão julgados pelos jurados. Conforme a sentença de 137 páginas, "há prova da materialidade" e "indícios suficientes de autoria" em relação a Leandro Boldrini (pai do menino), Graciele Ugulini (madrasta) e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz. 

Caso Bernardo

Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, foi encontrado morto no dia 14 de abril, após dez dias desaparecido. O corpo do jovem estava em um matagal, enterrado dentro de um saco, na localidade de Linha São Francisco, em Frederico Westphalen. O menino morava com o pai, o médico-cirurgião Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e uma meia-irmã, de 1 ano, no município de Três Passos.

O pai, a madrasta e uma amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, respondem na Justiça por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. O irmão de Edelvânia, Evandro, também responde por ocultação de cadáver. O pai de Bernardo ainda é acusado por falsidade ideológica.

GAÚCHA

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