Nova etapa de operação combate adulterações em queijos no RS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a terceira fase da operação Queijo Compensado. Ao todo, cinco pessoas foram presas e foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em sete cidades do gaúchas.

Terceira fase Operação Queijo Compensado (Foto: PG Alves/MP-RS)Queijo estragado foi encontrado na operação

(Foto: PG Alves/MP-RS)

A operação ocorre em fábricas, depósitos e sedes de empresas localizadas nas cidades de  Porto Alegre e Canoas, na Região Metropolitana; Antônio Prado e Carlos Barbosa, na Serra; Constantina e Sarandi, no Norte; e em Tenente Portela, no Noroeste do estado.

São investigadas as marcas de queijo Luza, de Constantina, Valparadiso, de Carlos Barbosa, Taurino Laticínios, de Tenente Portela e Latteria, de Antônio Prado. Contatadas pelo G1, somente a Taurino Laticínios foi localizada pela reportagem. Por telefone, informou que "não tem o que temer" e o que os investigadores estavam no local "levantando dados".

As investigações apontam irregularidades em laticínios, como adição de amido de milho no queijo, que é utilizado para mascarar uma colocação menor de leite do que é exigido pelas normas. Empresas que possuem permissão para comercializar  apenas dentro do município em que são fabricados os produtos foram flagradas vendendo clandestinamente em outros municípios.

Na ação foram encontrados queijos vencidos, impróprios para consumo e rótulos falsos. De acordo com o promotor de Justiça Mauro Rockenbach, mais de 20 toneladas do produto foram recolhidas.

Terceira fase Operação Queijo Compensado (Foto: Francieli Alonso/RBS TV)Investigação também apura sonegação de

impostos (Foto: Francieli Alonso/RBS TV)

"Parece que fraude não tem fim", afirmou, para então completar que foram identificados "queijos vencidos reutilizados, reprocessados, levados para outros tipos de embalagem, ralados, com datas de validade trocadas e com presença de coliformes fecais. Identificamos também a confecção de vários rótulos falsificados em gráfica", disse o promotor em entrevista à rádio Gaúcha.

A Receita Estadual, que também integra a operação, constatou sonegação de R$ 2 milhões em impostos sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS). A irregularidade tributária foi verificada a partir da venda de queijo e produtos derivados sem a emissão de documentos fiscais. 

“Com a coleta de provas, será realizada uma fiscalização por auditores-fiscais para responsabilizar a empresa e seus sócios”, afirma o chefe da Divisão de Fiscalização e Cobrança da Receita Estadual, Edison Moro Franchi.

Além do Ministério Público e da Receita Estadual, participam da operação a vigilância sanitária, a Brigada Militar e secretarias municipais de saúde.

Terceira fase Operação Quejo Compensado (Foto: Luma Leão/RBS TV)MP investiga adultarações em queijos e produtos (Foto: Luma Leão/RBS TV)
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