Número de casos confirmados de toxoplasmose em Santa Maria sobe para 271

O número de casos de toxoplasmose em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, aumentou de 218para 271 de terça-feira (8) até esta sexta-feira (11). O novo boletim com os dados atualizados sobre o surto da doença foi divulgado nesta tarde pela Secretaria Estadual da Saúde.

Foi confirmado, ainda, que há 24 gestantes com toxoplasmose na cidade. Além disso, foram 847 notificações da doença em Santa Maria, sendo 605 casos suspeitos. Desse total, 230 pessoas permanecem em investigação.

A fonte da infecção ainda não foi descoberta. As autoridades de saúde consideram o surto de toxoplasmose em Santa Maria o maior já enfrentado no Rio Grande do Sul. A cidade reforçou o esquema de atendimento de saúde e está credenciando laboratórios privados para agilizar as confirmações dos casos.

 

Laudos sobre a água

 

Também foram divulgados os laudos de análise da água, realizados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Conforme as coletas de reservatórios de residências, de processo hidropônico e da Estação de Tratamento de Água da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), o resultado foi negativo quanto à presença do DNA de Toxoplasma gondii, protozoário que causa a doença.

No entanto, conforme o superintendente da Vigilância em Saúde do município, Alexandre Streb, os dados se referem apenas a um período específico. Sendo assim, o resultado não é considerado totalmente conclusivo.

Conforme Streb, novas análises deverão ser feitas. Ele ressalta, também, que é mantida a orientação para que a comunidade siga bebendo água mineral ou fervida, evite alimentos crus e malpassados e lave bem alimentos crus, como legumes e verduras.

 

Toxoplasmose

 

A toxoplasmose, cujo nome popular é doença do gato, é uma doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo.De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença pode ocorrer pela ingestão de oocistos [onde o parasita se desenvolve] provenientes do solo, areia, latas de lixo contaminadas com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua e mal cozida infectada com cistos, especialmente carne de porco e carneiro; ou por intermédio de infecção transplancentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriam a infecção durante a gravidez.

 

Sintomas

 

Em alguns casos os sintomas não se manifestam, mas podem ser:

 

  • Febre;
  • Cansaço;
  • Mal estar;
  • Gânglios inflamados.

 

O período de incubação da toxoplasmose vai de 10 a 23 dias quando a causa é a ingestão de carne, e de 5 a 20 dias quando o motivo é o contato com cistos de fezes de gatos.

 

Prevenção

 

A Sociedade Brasileira de Infectologia lista algumas medidas de prevenção:

 

  • Não ingerir carnes cruas ou malcozidas;
  • Comer apenas vegetais e frutas bem lavados em água corrente;
  • Evitar contato com fezes de gato. As gestantes, além de evitar o contato com gatos, devem submeter-se a adequado acompanhamento médico (pré-natal). Alguns países obtiveram sucesso na prevenção da contaminação intrauterina fazendo testes laboratoriais em todas as gestantes;
  • Em pessoas com deficiência imunológica a prevenção pode ser necessária com o uso de medicação dependendo de uma análise individual de cada caso.

 

 

Toxoplasmose - ciclo da doença (Foto: Arte/G1)Toxoplasmose - ciclo da doença (Foto: Arte/G1)

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