Número de vagas para empregadas domésticas com carteira assinada cai 50% em dois anos

número de vagas para empregadas domésticas teve uma queda de 50% entre 2014 e 2016, segundo divulgou o Sistema Nacional de Emprego (Sine). O aumento das obrigações trabalhistas a serem pagas à categoria é um argumento de patrões que tiveram de demitir funcionárias.

Em 2013, passou a vigorar a lei que incentivou a formalização da ocupação. O percentual de impostos pagos pelo empregador aumentou de 12% para 20%, inviabilizando que alguns patrões continuassem assinando a carteira da empregada doméstica.

"Sentimos no bolso que deu uma diferença muito grande. Pagando esses encargos, esse monte de coisas para elas, não deu para manter", conta a empresária Lenice Machado da Silveira, que teve empregada doméstica com carteira assinada por 15 anos.

Muitas empregadas domésticas foram demitidas e passaram a trabalhar como diaristas. Segundo a Fundação de Economia e Estatística (FEE), no ano passado as diaristas passaram a representar 34,3% dos ocupados em serviços domésticos na Região Metropolitana de Porto Alegre – o maior índice já registrado desde o início da pesquisa, em 1993.

"Se elas trabalharem de segunda a sábado, fazendo uma diária de oito horas, tiram em média R$ 150 por dia. Mas nós também exigimos que elas recolham o INSS", diz a consultora de RH Adriana Cardoso Mendes.

No caso de Beatriz Gaspar Marques, que trabalhou como empregada doméstica com carteira assinada por 5 anos e há 3 anos atua como diarista, pouca coisa muda entre uma forma de trabalho e outra.

"O trabalho é o mesmo, só o nome que muda. E os direitos também, mas está tudo bom, tudo maravilhoso", avalia.

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