Pompeo de Mattos critica o fundo eleitoral e defende implementação do voto impresso de forma escalonada

O deputado federal Pompeo de Mattos falou hoje, 20, sobre o fundo partidário e também sobre o voto impresso. Sobre o primeiro assunto, o parlamentar disse ter votado contra e que trata-se de um absurdo. Pompeo comentou que falta recurso para educação, saúde e muitas outras áreas que deveriam ser consideradas prioridade antes deste aporte eleitoral. O líder do PDT disse ainda que espera que o presidente Bolsonaro vete a iniciativa, a qual, inclusive, teve votos favoráveis de parlamentares ligados ao chefe de governo.

Sobre o voto impresso, Pompeo lembrou que o primeiro projeto neste sentido foi de sua autoria e é datado do ano 2000. Ele pontuou, no entanto, que sua proposta é diferente da apresentada pela deputada Bia Kicis.

Segundo o político, sua ideia prevê que ao finalizar o voto o comprovante dos números digitados seja depositado em uma urna de acrílico lacrada. A ideia seria implementar, de forma escalonada, em 30% das urnas ano que vem, outros 30% em 2024 e nas 40% restantes em 2026, assim como foi feita com a biometria. A proposta da deputada prevê implantação em todas as urnas já no ano que vem.

Além disso, no seu projeto, a auditoria seria feita analisando uma parte das urnas. A proposta é sortear – no dia da eleição – 10% das urnas (do município) para que estes votos sejam contados na presença do juiz eleitoral. Bia Kicis, no entanto, prevê que isso seja feito em todas as seções e pelos mesários. “Terminaria a eleição e o mesário ficaria contando voto o resto da noite. É um exagero. Quem fiscaliza? Quem daria segurança?”, comentou.

No entendimento de Pompeo, seu projeto é mais palatável e mais mais fácil de fazer. Ele acredita que por causa da “complexidade e dos exageros”, o encaminhamento da deputada não será aprovado. Além disso, ele considera que não haverá tempo hábil para ser aprovado, pois o último prazo é dia 3 de outubro e isso precisaria ser aprovado em dois turnos tanto na Câmara como no Senado.

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