Prefeituras no interior do RS vão adotar turno único como tentativa de fechar as contas em dia

Há pouco mais de dois meses para o fim do ano, prefeituras do interior do Rio Grande do Sul admitem dificuldades para fechar as contas em dia em 2017. Como tentativa de diminuir as despesas, muitas delas se preparam para diminuir o tempo de expediente.

Das quinze prefeituras que integram a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp), sete já anunciaram que vão adotar o turno único como uma forma de tentar fechar o ano com as contas em dia.

Em Santa Cruz do Sul, ainda não há data definida. Mas a prefeitura já informou que vai adotar o turno único. Isso porque medidas implantadas no começo do ano, como corte de horas extras e redução de despesas com viagens, não foram suficientes para sair do vermelho.

Segundo a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), 73% dos prefeitos que responderam a uma pesquisa da federação afirmaram ter adotado estratégias de economia neste ano.

Um dos municípios nesta situação é Candelária, que até o fim do ano precisa economizar cerca de R$ 1 milhão. Cinco secretários, incluindo o da Fazenda e da Agricultura, já foram exonerados. Corte que também deve atingir outros cargos de confiança.

"Todos os municípios brasileiros passam por uma dificuldade extrema para conseguir fazer o fechamento das contas. Fechamento de contas este que é uma exigência do Tribunal de Contas e que os municípios têm, por obrigatoriedade, fechar no mínimo num zero a zero", explica Paulo Butzge, presidente da Amvarp.

Em Cruz Alta, na Região Noroeste, faz dois anos que a prefeitura funciona em turno único. Ainda assim, o município não deve conseguir fechar as contas de 2017. A prioridade é o pagamento dos servidores, que corre risco de atrasar no fim do ano.

"Há possibilidade concreta, em função da redução significativa da arrecadação, de que a gente tenha que pagar a folha de dezembro nos primeiros dias de janeiro", lamenta Suimar Bressan, secretário da Fazenda de Cruz Alta.

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