Pressão força deputados a derrubarem aumento de 117,03% na verba de gabinete

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza, do MDB, convocou uma reunião extraordinária da Mesa Diretora do Parlamento na manhã de hoje, para debater a revogação do aumento de 117,03% na verba de gabinete dos deputados gaúchos, que havia passado de R$ 14,8 mil para R$ 32,2 mil. Após o encontro, Souza informou que o reajuste foi revogado. O aumento da cota parlamentar era uma forma indireta de aumento do subsídio dos deputados, que ganham menos do que a maioria dos colegas de outros Estados. O subsídio está congelado em R$ 25.322,25, abaixo do que ganha um desembargador, que seria o parâmetro se houvesse isonomia.

Como 2022 é ano eleitoral, o aumento da cota parlamentar ajudaria na campanha dos deputados candidatos à reeleição. O valor de R$ 14,8 mil é o teto — ninguém é obrigado a gastar o total, mas a maioria acaba consumindo toda a cota.Os primeiros a denunciar o aumento considerado abusivo foram os parlamentares do Novo, Giuseppe Riesgo e Fábio Ostermann. Deputados que não integram a Mesa, como Any Ortiz (Cidadania), Luciano Zucco (PSL), Luciana Genro (PSOL), Marcus Vinícius de Almeida (PP) e Vilmar Lourenço (PSL), defenderam a revogação, alegando que não foram consultados e que consideravam o aumento incompatível com a situação do Estado e dos funcionários públicos.

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