Primeiras análises de frigoríficos investigados não mostram risco à saúde

A força-tarefa montada pelo Ministério da Agricultura para monitorar os frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca teve resultados divulgados nesta segunda-feira (27). O ministro Blairo Maggi afirmou que já teve acesso a 12 laudos das análises feitas em produtos recolhidos nos estabelecimentos investigados, e nenhum deles apontou risco à saúde dos consumidores.

O material analisado é referente a produtos da empresa Peccin, nas unidades de Curitiba (PR) e Jaraguá do Sul (SC), e da BRF, em Mineiros (GO). O ministério recolheu, ao todo, 174 amostras.

Já as seis unidades interditadas ficarão proibidas de comercializar seus produtos enquanto o material recolhido estiver sob análise. São elas: BRF de Mineiros; Peccin de Jaraguá do Sul e Curitiba; Souza Ramos de Colombo (PR); SSPMA de Sapopema (PR); e Farinha de Castro, Castro (PR).

As interdições mais recentes ocorreram por irregularidades identificadas pelos técnicos federais. No frigorífico Souza Ramos, o índice de amido na produção de salsicha estava acima do permitido; na fábrica de farinha de carne Castro, havia mercadoria vencida; e o frigorífico SSPMA teve as atividades suspensas por dificultar a fiscalização.

“Nessas plantas (fábricas), não foi encontrado nenhum produto que pudesse fazer mal à saúde. Nós estamos trabalhando muito rapidamente para dar à população esta tranquilidade”, disse Maggi.

Por concentrarem a maioria dos estabelecimentos sob suspeita, as superintendências do Paraná e de Goiás serão submetidas a uma intervenção. “Nós vamos fazer a indicação do interventor nas duas unidades que nós temos para que uma pessoa isenta, de fora, possa fazer a varredura que tem que ser feita”, explicou o ministro.

Segundo Maggi, o trabalho evitará a interferência de brigas políticas que ocorrem dentro das superintendências. Hoje, 17 dos 27 comandos regionais estão sob responsabilidade de pessoas indicadas por partidos políticos. As demais são chefiadas por servidores de carreira que também se “articularam politicamente”, segundo o ministro.

Apesar de alguns países já terem anunciado a retomada das compras, Maggi reconhece que será difícil vencer as restrições impostas após a operação da Polícia Federal. A média diária de exportação de carnes caiu 19% nos últimos dias.

GAÚCHA

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