Produção de pinhão no Rio Grande do Sul deve crescer 20% neste ano, projeta Emater

Depois de registrar queda nos últimos anos, a safra do pinhão voltou a crescer no Rio Grande do Sul. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), este ano devem ser colhidas 800 toneladas, 20% a mais do que no ano passado. Com o crescimento, os preços ao consumidor devem diminuir.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater, Ilvandro Barreto de Melo, a recuperação é normal. "Principalmente porque tivemos as condições ambientais em acordo para a produção do pinhão, que leva praticamente três anos, desde a polinização até a sua maturação", diz ele. "Se transforma em uma fonte econômica muito importante para várias famílias".

A safra positiva já reflete nos supermercados e fruteiras, onde é possível encontrar pinhão custando menos do que R$ 5 por quilo. "A oferta tá muito maior do que no ano passado. Esse ano tá sobrando mercadoria, o que proporciona a redução do preço final para o consumidor", observa o comerciante Igor Pires.

Os compradores, é claro, esperam pela redução. "Tem que baixar ainda mais", diz, aos risos, o recepcionista Emerson Mor dos Santos. O motorista Nilton Couto é outro fã do pinhão. "Na chapa, no fogão à lenha, é essencial do inverno. É a marca do Rio Grande", afirma.

 

300 produtores em Fontoura Xavier

 

O município de Fontoura Xavier, no Norte do estado, tem mais de 300 produtores de pinhão. Com a chegada da colheita, passa a ser o produto mais pedido na tenda de Luiz Carlos da Silva, que também comercializa o pinhão.

"A primeira coisa que eles pedem, a maioria, é o pinhão cozido. Depois, o cru. Conforme vai indo o frio, vai saindo o pinhão. Cada vez mais, e tomara que continue assim", afirma ele.

G1 RS

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