Reconstituição do caso de menino de 11 anos morto em Planalto é marcada para quinta-feira

A reconstituição da morte de Rafael Mateus Winques, de 11 anos, será realizada nesta quinta-feira (18) a partir das 18h em Planalto, na Região Norte do estado, de acordo o Instituto-Geral de Perícias (IGP). A mãe do menino, Alexandra Dougokenski, é investigada pela morte, que completa um mês nesta segunda-feira (15).

Ela alega ter dado medicamentos a Rafael o que teria ocasionado a morte da criança. O laudo preliminar apontou que Rafael morreu por asfixia mecânica por estrangulamento. A polícia trata o caso como um homicídio doloso. Alexandra está presa desde o dia 25 de maio, após confessar o crime.

O objetivo da reconstituição é verificar se os fatos ocorreram da maneira como foi relatada pelos envolvidos. O trabalho será feito pelo Departamento de Criminalística do IGP. Conforme o Instituto, o resultado deve ser apresentado em cerca de 30 dias, dependendo da quantidade de complexidades apresentadas.

O caso

Rafael era procurado desde o dia 15 de maio. Na versão apresentada inicialmente pela mãe, ele havia desaparecido após foi dormir e, na manhã seguinte, não estava mais em casa. Alexandra chegou a dar entrevista à RBS TV dizendo que queria que o filho voltasse para casa.

A residência onde o menino mora com a mãe e o irmão de 17 anos não possuía sinais de arrombamento no dia do sumiço. Inicialmente, a mãe disse que havia levado uma coberta para o menino antes de dormir, e pensou que ele havia saído pela manhã.

A polícia ouviu ainda o depoimento de familiares, vizinhos e outras pessoas para compreender a dinâmica familiar e a personalidade do menino. Câmeras de monitoramento da cidade foram analisadas. O celular de Rafael foi levado à perícia para verificar possíveis dados apagados.

No dia 25 de maio, segundo a polícia, a mãe confessou o crime e disse o local que havia enterrado o menino. O corpo estava enrolado em um lençol em uma antiga casa próximo à residência em que a família morava.

Alexandra alega que não teve a intenção de matar o filho e disse à polícia que teria dado um medicamento para o menino.

O irmão de Rafael foi ouvido no dia 1º de junho. A investigação apontou contradições entre o depoimento do adolescente e de Alexandra.

G1 RS

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