Rio Grande do Sul tem o menor índice de Dengue da história

O Rio Grande do Sul registrou apenas dois casos de Dengue em 2017. Esse é o menor índice da doença na história do estado. No ano passado, foram 2.159 casos. Houve queda também nos casos de Zika, que teve 85 registros confirmados em 2016 e apenas dois, em 2017. De Chikungunya, o número de casos passou de 73 para 18. A diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, Marilina Bercini, explica que para reduzir os focos do mosquito transmissor da doença, as ações de combate foram intensificadas desde 2015. Monitoramento dos criadouros, capacitações das equipes e supervisão e acompanhamento do trabalho nos municípios são algumas das ações realizadas constantemente. Marilina lembra que, apesar de ter reduzido o quadro, o estado ainda é considerado em situação de alerta pelo último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) do Ministério da Saúde.

“Este foi um ano bem tranquilo em relação à Dengue, Chikungunya e Zika. Por outro lado, dos 497 municípios aqui do Rio Grande do Sul, 245 são considerados infestados, então aí é quase metade. E isso tem aumentado ano a ano, apesar de todos os esforços. Então, sabemos que tem que continuar essa luta contra o Aedes e agora o verão nos traz esse desafio. A gente tem uma época bem clara de quando acontecem esses casos, que é na época do verão mesmo. Estamos nos organizando, junto aos municípios, para fazer frente a essa sazonalidade.”

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, conhecido como Mapa da Dengue, 357 municípios brasileiros ainda estão em situação de risco de surto de Dengue, Zika e Chikungunya. Por isso, o Governo Federal criou uma agenda permanente de mobilização: a Sexta Sem Mosquito. O objetivo é incentivar que mutirões sejam realizados todas as sextas-feiras, em órgãos públicos, escolas, residências, unidades de saúde, canteiros de obras e outros locais. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, explica como vai funcionar a mobilização e ressalta a importância da participação da população para a redução dos focos do mosquito.

“Nós estamos convocando a população para cuidar da eliminação dos focos, para incorporar a sexta-feira sem mosquito. A expectativa é que, se a sociedade se mantiver mobilizada, mesmo com a redução de casos, portanto, com menos mídia sobre os problemas de infestação do mosquito, nós vamos conseguir manter a redução dos casos.”

Ajude você também nessa luta contra o mosquito. Evite deixar água parada em lugares que podem se tornar criadouros, como caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

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