RS: com estiagem alarmante, entidades do agro pedem socorro a Bolsonaro

De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 394 municípios decretaram estado de emergência causados pelos efeitos da seca e entidades gaúchas do agronegócio já enviaram um pedido de ajuda ao presidente da República, Jair Bolsonaro, pedindo planos de ação para conter os prejuízos.

Federação dos trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do. Rio Grande do Sul (Fecoagro),  Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Farmurs) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) destacam ações onde  o governo federal pode ajudar a minimizar os efeitos da seca no estado.

Segundo as entidades, entre essas ações está a criação de uma linha de crédito de custeio de milho emergencial que não tenha impacto no risco bancário e no limite de crédito para permitir o produtor rural implantar outro empreendimento. Também se fala no aumento dos estoques de milho no estado com envio de pelo menos 100 mil toneladas para ser comercializado através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Há também pedido diretamente ao governo estadual como a criação de um programa de reservação de água e irrigação adequado à realidade das propriedades rurais e da legislação ambiental; desoneração dos equipamentos de irrigação; reabertura do programa troca-troca de milho safrinha e antecipação da abertura do programa forrageiras. O documento enviado ao gabinete do presidente da República já foi encaminhado para o ministério da Agricultura.

Opinião

Para o comentarista Miguel Daoud, a situação vivida no Rio Grande do Sul mostra um pouco de desamparo que o agro vive e a infelicidade que os gaúchos tiveram nos últimos meses. “Desde o começo do ano já estava prevista esse fenômeno. O gaúcho teve a infelicidade da soja, do arroz que acabou impactando muito na inflação e agora essa situação que atinge quase toda a totalidade do milho nas regiões norte e nordeste do estado”, disse.

“Agora é hora de prestar atenção e entenderem o sofrimento do produtor.Na época do arroz, se falou muito, mas não aconteceu nada. Desde então falou-se na queda da oferta do arroz, e essa alta que vivemos hoje. Esse estudo feito por essas entidades é bem feito e espero que se faça o que tem que fazer.  O que não pode ocorrer é esperar 2021 ou esperar a boa vontade ministério da Economia. É preciso atacar esse problema rapidamente”, completou.

Agência Brasil

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