RS pedirá à União auxílio financeiro similar ao concedido ao RJ

O secretário de Fazenda do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes, afirmou na tarde desta sábado (17) que o Rio Grande do Sul vai solicitar à União medidas similares ao socorro financeiro dado do Rio de Janeiro, que decretou situação de calamidade pública ontem.

Segundo Feltes, o socorro financeiro dado ao Rio de Janeiro será utilizado como argumento para o Rio Grande do Sul também receber algum tipo de auxílio da União. O secretário afirmou que não há intenção do Estado em decretar estado de calamidade pública em razão da crise. Ainda não há definição do que poderá ser solicitado. Segundo Feltes, são diversas possibilidades.

"Não discutimos essa hipótese neste momento. Agora que o Rio de Janeiro terá um benefício em função desse decreto, nós acreditamos que os outros dois estados com grandes dificuldades – Rio Grande do Sul e Minas Gerais, possam ter uma reciprocidade em paralelo a que foi concedido ao Rio de Janeiro", afirmou Feltes.

De acordo com Feltes, os problemas no Rio Grande do Sul são maiores que o de outros estados, principalmente estruturais. "Todos os nossos problemas são reconhecidos desde o primeiro dia da nossa gestão. Estamos trabalhando fortemente para receber auxílio da União, concluiu.

Conforme Feltes, o aporte de R$ 2,9 bilhões dado ao Rio de Janeiro, que decretou  calamidade pública, deve ser utilizado pelos outros estados mais endividados como forma de pressão.

Segundo o decreto, publicado em edição extraordinária do Diário Oficial do Rio de Janeiro, o motivo é a "grave crise financeira", que impede o cumprimento das obrigações assumidas em decorrência da realização da Olimpíada e da Paralimpíada.

Na segunda-feira, Giovani Feltes irá acompanhar o governador José Ivo Sartori durante reuniões em Brasília. Durante a manhã, o encontro será com secretários da fazenda de outros estados e com a equipe do Tesouro Nacional. 

À tarde, o governador José Ivo Sartori irá se reunir com o presidente em exercício Michel Temer. Os dois já estiveram reunidos há cerca de duas semanas tratando da questão da dívida do Rio Grande do Sul com a União.

Sartori deve pedir novamente que a União não bloqueie as contas e nem impeça repasses ao estado em caso de atraso no pagamento da parcela. O governo gaúcho está amparado por uma decisão da Justiça que autorizou a suspensão dos pagamentos, mas somente até julho.

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