Safra de soja estimada em 17 milhões de toneladas no RS gera empregos e trabalho dia e noite

A estimativa da Emater para a safra de soja no Rio Grande do Sul neste ano é de 17 milhões de toneladas. Já foram colhidas 35% da quantidade prevista, e o trabalho não para no interior do estado. Com atividades dia e noite, o setor vem abrindo novas vagas de emprego e efetivando temporários.

Somente em uma cooperativa de Santa Rosa, na Região Noroeste, 120 vagas já foram abertas. "As contratações para o safrista, nesta safra, tiveram aumento significativo de 30% em relação ao ano anterior para trabalhar na cooperativa", afirma o superintendente Adair Anônio Galera.

A Fundação de Economia e Estatística (FEE) diz que a agricultura é responsável por abrir mais de 10 mil postos de trabalho em apenas um mês no Rio Grande do Sul.

E o cenário no Noroeste do estado é de otimismo. Mais de 460 pessoas foram efetivadas no setor em março. No mesmo período do ano passado eram 189 contratações

Jean, que é do Haiti, está há um mês na cidade de Santa Rosa e já garantiu emprego como safrista. "É uma oportunidade de ajudar a gente aqui. A gente gosta de trabalhar. Tem que trabalhar!", comenta ele.

Somente neste ano, 46% dos temporários já foram contratados no agronegócio. "É só a pessoa se empenhar, mostrar qualidade empenhado na safra para poder ser efetivado", acrescenta o superintendente.

Trabalho não falta. Existem cooperativas que começam a receber os grãos às 7h30 e só para às 22h.

Na Região Norte, o trabalho vira a noite. O gerente comercial Renan Tonial adaptou os horários de sua cerealista em Passo Fundo às necessidades do produtor.

"Pessoal normalmente começa no raiar do dia e não tem hora para terminar. Enquanto as máquinas estiverem funcionando, a gente tenta fazer o possível para também disponibilizar um espaço para eles poderem descarregarem sua produção", conta.Mesmo à noite, caminhões fazem fila para descarregar as cargas de soja.

"É o momento de dar uma equilibrada nas contas, né? Muito bom. Isso é bom", diz o caminhoneiro Gabriel Ceolin.

"Agora dá mais o frete, né? Agora aumenta o frete e o cara não para. Uma correria agora", comemora o também caminhoneiro André Carvalho.

Nas lavouras, a colheita também não para depois que o sol se põe. As colheitadeiras iluminam a escuridão. O agricultor quer colher tudo logo, e tem um bom motivo para isso. O clima tem colaborado, sem que a umidade prejudique a qualidade dos grãos.

G1 RS 

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