O número de casos confirmados de toxoplasmose em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, subiu para 569, de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira (18) pelas secretarias municipal e estadual de Saúde. Segundo o documento, dos casos confirmados, 50 são de gestantes. O boletim anterior, divulgado em 8 de junho, informava 510 casos.
Ainda conforme o novo relatório, 312 suspeitas da doença seguem em investigação. Uma coletiva de imprensa foi realizada na tarde desta segunda para discutir o assunto. Na ocasião, o Ministério da Saúde divulgou que são feitos análises e cruzamentos de dados coletados durante a primeira etapa de investigação de campo.
Durante um mês, técnicos de saúde aplicaram mais de 230 questionários em pessoas com toxoplasmose e em outros moradores sem a doença. Os principais objetivos são identificar a provável fonte que deu origem ao surto e garantir que as pessoas que foram diagnosticadas tenham atendimento e tratamento adequado. Ainda não há previsão de quando o resultado desse trabalho será divulgado.
Enquanto a causa do surto não é descoberta, a orientação continua sendo ferver a água antes de beber, evitar carne crua ou mal passada e ter bastante higiene no preparo dos alimentos.
O Ministério Público Federal chegou a ajuizar uma ação para garantir o repasse dos medicamentos para o tratamento. Durante a coletiva, o órgão e o estado garantiram que há medicamentos para mais três meses, considerando empréstimos de remédios que vieram de outras cidades, como São Paulo. Além disso, também está prevista uma nova licitação para compras dos remédios.
A toxoplasmose, cujo nome popular é doença do gato, é uma doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo.De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença pode ocorrer pela ingestão de oocistos [onde o parasita se desenvolve] provenientes do solo, areia, latas de lixo contaminadas com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua e mal cozida infectada com cistos, especialmente carne de porco e carneiro; ou por intermédio de infecção transplancentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriam a infecção durante a gravidez.
Em alguns casos os sintomas não se manifestam, mas podem ser:
O período de incubação da toxoplasmose vai de 10 a 23 dias quando a causa é a ingestão de carne, e de 5 a 20 dias quando o motivo é o contato com cistos de fezes de gatos.
A Sociedade Brasileira de Infectologia lista algumas medidas de prevenção: