Sartori anuncia grupo de trabalho para buscar soluções contra a crise

O governador José Ivo Sartori reuniu os chefes dos demais poderes gaúchos, na noite desta segunda-feira (3), para tratar da crise financeira e do dia de mobilização dos servidores. Ao final do encontro, que durou cerca de três horas, Sartori anunciou a criação de um grupo de trabalho para avaliar a situação econômica do Estado e "encontrar saídas" para a crise.

O comitê terá dois representantes do Ministério Público, Tribunal de Contas, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa e do Tribunal de Justiça, além do Executivo estadual.

Sobre como será o pagamento do funcionalismo público nos próximos meses, Sartori não respondeu. Também não respondeu quando perguntado o motivo de não estar presente na entrevista coletiva na sexta-feira (31), quando os secretários da Fazenda e da Casa Civil anunciaram o parcelamento dos salários. Também evitou comentar a viagem que fez no final de semana em plena crise. O governador também não falou quais, nem quando serão enviados os projetos para reestruturação do Estado para a Assembleia.

"Pedimos a contribuição dos outros poderes, assim como pedimos para a sociedade", disse Sartori, que completou: "Não podemos adentrar na vida dos outros poderes. Cada um tem a sua autonomia, e nós respeitamos isso", disse.

Sartori voltou a pedir compreensão da população frente à situação financeira e disse entender as manifestações que ocorreram nesta segunda-feira. Contudo, disse que não será apenas "um governo que vai solucionar os problemas financeiras" e completou: "Espero que ninguém se desespere".

Esta foi a primeira entrevista do governador depois do anúncio de parcelamento de salários dos servidores do Executivo, na semana passada.

Ele se pronunciou por meio de um vídeo publicado nas redes sociais – quando afirmou que o parcelamento era uma notícia que "ninguém gostaria de dar".

O governador tinha uma reunião agendada com a presidente Dilma Rousseff para esta terça-feira (04), mas foi cancelada.

Estiveram presentes no encontro desta segunda-feira, no Palácio Piratini, os presidentes do Tribunal de Justiça, José Aquino Flores de Camargo; da Assembleia Legislativa, Edson Brum; do Tribunal de Contas, Cézar Miola; o procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles; e o defensor-público geral do Estado, Nilton Arnecke Maria.

Edson Brum foi o único a se manifestar após a reunião, além de Sartori. Disse que a Assembleia não tem mais como ajudar financeiramente o Executivo, já que também vai ter o orçamento congelado no ano que vem, em razão do congelamento do orçamento do Executivo.

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