Sartori prega “problema humanitário”, mas não consegue desbloqueio das contas

O governador do Rio Grande do Sul José Ivo Sartori levou sua palavra de "problema humanitário" e situação "emergencial" do Rio Grande do Sul a Brasília, mas não conseguiu um acordo para desbloquear as contas do Estado, nesta quarta-feira. Após se encontrar com o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, ele destacou que existe espaço para conversar, mas retornará ao Palácio Piratini sem liberar os cofres do Rio Grande do Sul.



"Estamos todos preocupados com essa realidade, que é uma só: a situação do RS é emergencial, financeiramente", relatou Sartori após o encontro. "Devo dizer que não é apenas uma questão jurídica, uma pretensão do Estado, é humanitária", reforçou ele.



Na ação cautelar protocolada pelo Piratini no Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello é o relator do pedido para encerrar as sanções por atraso do pagamento da dívida com a União. "Minha obrigação como governador é defender os interesses do poder público do Rio Grande do Sul. Ingressamos para que as contas não sejam bloqueadas. Para o Estado fazer a gestão das próprias contas", definiu Sartori.



Além do bloqueio das contas, o RS anunciou o parcelamento dos salários dos servidores do Executivo. Nesta situação, as principais categorias anunciaram paralisações e protestos, prejudicando os serviços à população desde segunda-feira.



STF dá 48 horas para União analisar bloqueio de contas

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu 48 horas para que a União apresente manifestação sobre o pedido do Rio Grande do Sul para suspender o bloqueio de suas contas em função de atraso no pagamento de parcela da dívida com o governo federal.

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