Saúde confirma caso de chikungunya contraído no Rio Grande do Sul

Uma moradora de Santiago, na Região Central do Rio Grande do Sul, é a primeira pessoa diagnosticada com chikungunya autóctone, ou seja, contraída dentro do estado, desde 2016, de acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). A partir da confirmação, a Secretaria Municipal de Saúde e a 4ª Coordenadoria Regional iniciaram a busca por possíveis focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti.

A mulher chegou ser examinado para outras doenças, como leptospirose, parvovírus e toxoplasmose, todos com resultado negativo. Ela não chegou a ser hospitalizada.

Santiago é um dos 280 municípios gaúchos considerados infestados pelo vetor, que também é o responsável por transmitir a dengue e o vírus da zika.

Além do caso confirmado, outros 10 suspeitos entre moradores da cidade estão sendo investigados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

Em 2018, já haviam sido confirmados outros dois casos de chikungunya, em moradores de Rio Grande e Gramado, mas que tiveram histórico de viagem para outros estados e, assim, são considerados importados. No país, conforme a Secretaria Estadual da Saúde (SES), são mais de 15 mil casos confirmados no ano, com maior concentração nos estados de Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará e Ceará.

Em 2016, foi feito o último registro de chikungunya de forma autóctone no Rio Grande do Sul. Já os casos importados são confirmados no estado desde 2014.

Os sintomas da chikungunya são febre acima de 38,5 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas, conforme a SES.

O vírus é transmitido principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus. Também existe transmissão de mãe para filho no momento do parto e por transfusão sanguínea.

Dengue

 

Neste ano, conforme dados a SES, são 459 casos suspeitos de dengue, sendo 10 importados confirmados, 355 descartados e 51 ainda aguardam investigação.

Na série histórica de 2010 a 2018, até a primeira semana de maio, A SES aponta que, este ano, comparado com os anteriores, é o menor em número de casos confirmados até o momento.

 

Zika

 

Em 2018, ainda não há comprovação de circulação do vírus da zika no estado. Até a primeira semana de maio, foram notificados 61 casos suspeitos, e nenhum confirmado.

G1 RS

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