Sobe para 30 o número de mortes por gripe no Rio Grande do Sul

A atualização do boletim epidemiológico da gripe pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) trouxe mais uma vez um dado triste. Subiu para 30 o número de mortes por influenza no Rio Grande do Sul. Das quatro novas vítimas, apenas uma estava vacinada. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira (20) pelo secretário João Gabbardo dos Reis.

Entre os mortos está uma criança de 12 anos, de Porto Alegre, que contraiu o vírus H3N2, um subtipo da Gripe A. De acordo com Gabbardo, ela não estava imunizada contra a doença.

 
 

 

Dois homens também perderam a vida em decorrência da gripe. Um idoso de 68 anos, de Brochier, foi constatado com Influenza B. Ele sofria de pneumopatia e doença cardiovascular, mas não estava vacinado. Já um homem de 49 anos, de Pelotas, contraiu o vírus H3N2 mesmo não tendo doenças crônicas. Esse último também não estava imunizado.

A única vacinada era uma idosa de 74 anos, de Canoas, que sofria de pneumopatia e foi diagnosticada com H3N2.

Na campanha de vacinação contra a gripe neste ano, o Estado conseguiu alcançar 85% do público-alvo. Mas a procura pela imunização foi baixa em alguns grupos, como as crianças, com apenas 69% da meta.

Chamou a atenção a quantidade de pessoas que procuraram a vacina depois que foi aberta à população em geral, em 29 de maio. Na época, das 858 mil pessoas que foram vacinadas, 68% não faziam parte dos grupos prioritários. Ao todo, o Estado aplicou 3,6 milhões de doses.

Segundo levantamento da Secretaria Estadual da Saúde, das 30 pessoas que morreram por gripe no Rio Grande do Sul, apenas cinco foram vacinadas. Das 25 vítimas da doença que não fizeram a vacina, uma foi vacinada tardiamente.

No mesmo período do ano passado, 194 pessoas haviam morrido no Estado por causa da gripe. Ao total, neste ano, foram 26 óbitos por Influenza A, três foram diagnosticados com Gripe B e um paciente estava com os dois tipos da gripe. O Estado registra 363 casos da doença, sendo que 45% são adultos de 20 a 59 anos; 31,7% são idosos.

Das 30 mortes, 25 foram de pessoas pertencentes ao grupo de risco, com doenças como pneumopatia, doença cardíaca, diabetes, obesidade, imunodeficiência, doença neurológica, renal e hepática.

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