Soja: área plantada em 2021/22 será a maior da história, diz Safras

Revista Globo

Os produtores brasileiros de soja deverão cultivar 39,82 milhões de hectares em 2021/22, a maior área da história, crescendo 2,3% sobre o total semeado no ano passado, de 38,93 milhões. A projeção faz parte do levantamento de intenção de plantio de Safras & Mercado.

Com uma possível elevação de produtividade, de 3.542 quilos para 3.590 quilos por hectare, a produção nacional de soja deve ficar acima da obtida nesta temporada. A previsão inicial é de uma safra de 142,24 milhões de toneladas, 3,7% maior que o recorde de 137,19 milhões obtido neste ano.

“O Brasil novamente deverá registrar uma expansão na área semeada com soja na safra 2021/22, que começará a ser plantada em setembro”, confirma o analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque.

Na avaliação do consultor, as fortes rentabilidades registradas ao longo de 2020 e 2021, aliadas à manutenção de preços elevados no segundo semestre deste ano, serão o principal fator de incentivo para um novo crescimento da área brasileira de soja.

Apesar disso, nesta temporada, o avanço poderá ser um pouco menor frente a temporadas anteriores, devido às boas margens registradas também no milho e na pecuária. Mesmo assim, a soja ganhará terreno frente à abertura de novas áreas e recuperação/utilização de áreas de pastagens degradadas.

Região Norte destaque na área com soja

O maior aumento percentual de área plantada com soja deverá novamente ficar com a região Norte, onde a fronteira agrícola encontra mais espaço para crescimento. Entre os principais estados produtores, destaque para o Mato Grosso, que mesmo com a maior área semeada no país, deverá registrar um novo aumento considerável. No estado e em toda a região Centro-Oeste, além do Sudeste, mantém-se a ideia de centralização da produção de verão na soja e da segunda safra no milho.

“Se o clima permitir, o Brasil irá colher uma nova safra recorde de soja na temporada 2021/22, superando pela primeira vez o patamar de 140 milhões de toneladas produzidas”, conclui Roque.

Canal Rural

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