Técnico dos aspirantes do Inter destaca amadurecimento de jogadores com título brasileiro

Comandante do time de aspirantes do Inter campeão do primeiro Brasileirão da categoria, Ricardo Colbachini destacou o amadurecimento ganho pelos jogadores ao longo da competição. Mais que o título, o treinador vê como grande legado do torneio a preparação dos atletas para oportunidades na equipe principal.“A nossa equipe era a mais jovem da competição, com vários jogadores sub-20.

O nosso principal objetivo era amadurecer esses jovens. Colocar eles para jogar fora de casa, contra São Paulo, Cruzeiro, Atlético-MG, Santos. Era amadurecer eles e acelerar esse processo para a chegada deles para o profissional”, disse Colbachini, que apontou a boa atuação colorada na decisão contra o Santos na Vila Belmiro como uma amostra desse amadurecimento.

 

“Jogar na Vila Belmiro sempre é difícil. A torcida lá empurra muito. Apesar de ser muito jovem, o grupo é maduro e consciente do que quer. A gente vê que tem vários jogadores que podem ser usados no grupo principal”, afirmou ao Correio do Povo.

 

Entre os destaques do Inter no Brasileirão de Aspirantes estão o atacante Ronald (eleito o melhor da competição), o centroavante Joanderson (autor do gol na decisão contra o Santos), o volante Ramon e o zagueiro Fábio Alemão, o capitão da equipe.Ricardo Colbachini disse que por conta da viagem de Odair Hellmann à Europa ainda não conversou com o treinador sobre os jogadores que serão aproveitados no grupo de cima já no começo de 2018. Ele, porém, destacou que o trabalho do time B vem sendo feito de forma integrada com a comissão técnica do grupo principal e que as oportunidades devem aparecer aos garotos.

 

“Os jogadores em geral estão prontos para receber oportunidades no time principal. Vai depender das necessidades que têm na equipe de cima. A oportunidade virá em cima da necessidade. A gente tem apresentação no mesmo dia do profissional, o trabalho é bem integrado. Assim que precisar o pessoal do profissional vai chamando eles aos pouquinhos”, declarou Colbachini, que citou os casos dos meio-campistas Valdemir e Bertotto, que atuaram improvisados nas laterais e podem ser opções para Odair também nessas funções.

 

“Os dois laterais foram o Bertotto e o Valdemir. São dois jogadores que não eram dali e se destacaram muito na competição. O Valdemir foi muito bem na lateral direita, um dos grandes destaque que a gente tinha. Os dois acabaram jogando na competição. Para essa competição que nós adaptamos e eles foram muito bem”, analisou.

 

Neste primeiro ano, o Brasileiro de Aspirantes foi disputado por apenas 10 equipes e teve duração de apenas dois meses. Em 2018, o número de participantes deve subir para 14 clubes e o torneio será estendido. Técnico na base do Inter desde 2013, Ricardo Colbachini ressaltou que um campeonato nacional da categoria é fundamental para o aproveitamento de jogadores que estouraram a idade de júnior, mas ainda não conseguiram se firmar nos elencos principais.

 

“É muito importante essa categoria para os clubes. Muitas vezes os jovens são talentosos, mas não estão prontos para jogar no profissional. Essa categoria permite manter o jogador no clube e dar essa experiência. É importante trabalhar integrado com o profissional, até servindo para alguns atletas que estão voltando de lesão pode jogar na equipe B”, avaliou.

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