Terceira nuvem de gafanhotos é detectada na Argentina

O surgimento de uma terceira nuvem de gafanhotos, a segunda na Argentina, foi confirmado pelas autoridades fitossanitárias do país. A revelação aumenta o estado de atenção das autoridades brasileiras quanto à possibilidade de novas ondas do inseto durante os próximos meses. As informações são do site do programa Globo Rural da TV Globo.

De acordo com o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa), a nova nuvem saiu do Paraguai e foi detectada na cidade de Guadalcázar, na província de Formosa, ao norte do país. Agora, os insetos se encontram na Rota Nacional 81, na cidade de Laguna Yema.

Não se trata dos mesmos gafanhotos reportados pelo Paraguai na última semana no departamento de Boquerón, área próxima ao Parque Nacional Defensores del Chaco. Embora autoridades brasileiras ainda aguardem novas informações e a nuvem esteja a 715 quilômetros do RS, o deslocamento do novo grupo levanta possibilidades sobre mais focos na região.

Além dessas, há ainda a nuvem que está sendo monitorada pela Secretaria Estadual da Agricultura que se encontra na Província argentina de Entre Ríos, a pouco mais de 100 quilômetros de cidade gaúcha de Barra do Quaraí.

No fim do mês passado, o Ministério da Agricultura declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Estados que podem ser atingidos pelos insetos. Essa medida, que tem duração de um ano, permite a contratação de pessoal por tempo determinado e autoriza a importação temporariamente de defensivos agrícolas para combater os gafanhotos.

 

Segundo o governo do Rio Grande do Sul, o plano de combate aos insetos pode contar até, caso necessário, com cerca de 400 aviões para aplicar o agrotóxico contra a nuvem.

Essas nuvens provavelmente estão se criando no Chaco, entre o Paraguai e a Bolívia. Especialistas acreditam que essas nuvens são novas e, com a evolução do gafanhoto jovem para a fase adulta, eles estejam saindo da região em busca de comida e acabam evoluindo para a fase gregária”, afirma Clérison Perini, doutorando e professor colaborador da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul.

Essa variedade do gafanhoto tem o nome científico de Schistocerca cancellata, é marrom, tem entre 4 a 7 centímetros e é conhecida por sua capacidade migratória. Segundo o Ministério da Agricultura, a praga está presente no Brasil desde o século 19 e causou grandes perdas às lavouras de arroz na região Sul do país nas décadas de 1930 e 1940.

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