TJ aceita denúncia contra dois promotores por estelionato

O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio Grande do Sul aceitou denúncia contra dois promotores de justiça pelo crime de estelionato. Segundo a Procuradoria-geral de Justiça, Sérgio Antônio Bins e Marcelo José da Costa Petry, negociaram promoção na carreira. O procurador Marcelo Dornelles afirma que Petry pagou R$ 35 mil para que Bins desistisse da classificação para uma vaga em Erechim. A esposa de Bins, Edila Fernandes Bins, e o irmão de Petry, o advogado Marco Aurélio da Costa Petry, também são denunciados. O advogado por emprestar dinheiro para supostamente comprar a vaga de promoção e ela por receber valores acertados. O crime de corrupção foi excluído da denúncia por maioria apertada do pleno do TJ, 12 votos a 11.

Bins e a esposa acompanharam a votação e deixaram o plenário sem falar com a Rádio Gaúcha. O advogado deles, José Antônio Paganella Boschi, nega que tenha havido negociação para compra de vaga para promoção. O advogado do promotor Marcelo Petry, Arthur Fernando Losekann, lembra que denúncia semelhante já havia sido rejeitada pelo TJ e que essa não tem muita diferença.

"Não houve negociação nenhuma", disse o advogado.

O irmão de Marcelo, Marco Aurélio Petry, fez a sua própria defesa em plenário e quase chorou na tribuna ao afirmar que não sabia para que era o dinheiro emprestado ao promotor.

"Eu não posso entrar no barco somente porque o meu irmão está ali", lamentava.

O Ministério Público pede a perda do cargo do promotor Marcelo Petry e a cassação da aposentadoria de Sérgio Bins. Petry está afastado das funções. Os dois estão com a remuneração em dia. Petry recebeu no início de maio o valor bruto de R$ 30.032,14, incluindo auxílio-moradia. Bins recebeu R$ 24.681,60.

GAÚCHA

 
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