O vazio sanitário para soja no Rio Grande do Sul ficou definido de 3 de julho a 30 de setembro e o calendário de semeadura do grão começa no dia 1º de outubro de 2026 e se estende até 28 de janeiro de 2027. Os períodos de vazio sanitário e calendário de semeadura, publicados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária na última sexta-feira, foram mantidos iguais nas últimas duas safras, sendo repetidos na próxima.
O Rio Grande do Sul desenvolve um programa de monitoramento de esporos de ferrugem asiática da soja nas regiões produtoras com o programa “Monitora Ferrugem”, que ao detectar a presença de esporos associada às condições meteorológicas, gera mapas indicativos de predisposição da ocorrência da Ferrugem Asiática da Soja. Esses dados auxiliam técnicos e produtores na tomada de decisão e adoção de medidas de manejo da doença.
A ferrugem asiática é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja. Nas diversas regiões geográficas em que ocorreu, os danos variam de 10% a 90% da produção. A FAS é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e o vazio sanitário tem como objetivo reduzir ao máximo possível o inóculo da doença na planta.
Nesse período contínuo, de no mínimo 90 dias, não é permitido plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas áreas monitoradas. A medida fitossanitária é importante para o controle da doença, porque minimiza os impactos negativos que poderiam causar prejuízos na safra seguinte.