Vieira da Cunha pede para deixar o cargo, mas Sartori rejeita

O secretário estadual da Educação, Vieira da Cunha (PDT), teria pedido para deixar o cargo, mas o governador José Ivo Sartori (PMDB) negou a solicitação. Cunha teria chegado a entregar uma carta de demissão, que foi rejeitada, na segunda-feira, pelo chefe do Executivo. O secretário decidiu entrar em férias para repensar a situação e partiu em viagem ao exterior nessa terça-feira. O retorno dele só ocorre em junho.

 

De acordo com o apurado pela reportagem, o motivo do pedido foi a indefinição de Sartori em torno da liberação de recursos para ampliar o número de escolas de turno integral no Rio Grande do Sul. Diante do impasse, o Piratini organizou, às pressas, na manhã dessa segunda, uma cerimônia para o anúncio de um decreto que libera verbas para o projeto.

 

 

Com isso, o número de alunos atendidos pelo serviço salta de 9,9 mil para 24 mil estudantes. Com o decreto, o turno integral é ampliado para mais 32 escolas e o Estado passa a contar com 104 instituições de ensino nessa modalidade.

 

A lei de turno integral em escolas da rede estadual é de autoria da deputada estadual Juliana Brizola (PDT). A finalidade é garantir a formação integral do aluno a partir da ampliação da jornada escolar. Os estudantes terão, no mínimo, sete horas diárias no estabelecimento de ensino, nos turnos da manhã e da tarde, com a oferta de quatro refeições por dia.

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