Vigilância reforça ações de combate à dengue no Estado

O município de Santo Ângelo confirmou nesta semana 27 novos casos de dengue autóctone, ou seja, quando a transmissão do vírus acontece dentro da própria cidade ou território. Até o final da última semana, eram sete casos, sendo três deles importados. A situação atual pode ser caracterizada como de surto, o que, em termos epidemiológicos, significa a existência de casos transmissíveis em uma área restrita ou limitada. É diferente da condição de epidemia, quando os casos começam a se multiplicar, além de limites determinados. Em Santo Ângelo, essa zona até o momento está centralizada no bairro Pippi, especialmente nas regiões conhecidas como José de Alcebíades, Piratini, Nova e Aguiar.

O quadro é o mesmo registrado em outros municípios da Região Noroeste, como Caibaté e Panambi, que somados possuem 116 casos de dengue autóctone. Até a última terça-feira (14), sem incluir os novos números de Santo Ângelo, o RS contabilizava um total de 237 casos da doença, sendo 171 deles autóctones.

O aumento nos registros levou a Secretaria Estadual da Saúde (SES), em parceria com os municípios, a reforçar as ações de combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, que tiveram início ainda no mês de março. Durante as próximas cinco semanas, técnicos do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) trabalharão na cidade para extinguir focos do inseto. A população também pode auxiliar neste trabalho, com cuidados básicos a serem adotados nos seus próprios pátios evitando deixar água parada.

A ação da vigilância ambiental em saúde do Estado nesses municípios da Região Noroeste ocorre em dois momentos. A partir da identificação de um caso suspeito, equipes realizam no quarteirão de residência dessa pessoa um trabalho de bloqueio, visitando todas as casas e terrenos para aplicação de inseticida com pulverizadores costais. Quando um desses casos é confirmado, a ação é reforçada em um raio de 300 metros desde a residência da pessoa.

Neste local, camionetes, equipadas na parte traseira com um aparelho que pulveriza inseticida, percorrem o bairro com o objetivo de eliminar focos do mosquito. Essa ação, chamada ciclo de controle, ocorre a cada cinco dias e se repete, pelo menos, cinco vezes. Em Santo Ângelo essa medida teve as primeiras aplicações nesta semana. Em Caibaté, nos próximos dias, deve ser iniciado o sétimo ciclo.

A população de todo o Estado também pode ajudar. Alguns cuidados simples podem ser tomados por todos em suas residências e pátios para evitar o acúmulo de água parada, que é onde o inseto se reproduz. Entre as principais recomendações, destacam-se:

  • Tampar caixas d'água, tonéis e latões,

  • Guardar garrafas vazias viradas para baixo,

  • Guardar pneus sob abrigos,

  • Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia,

  • Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises,

  • Manter lixeiras fechadas e

  • Manter piscinas tratadas o ano inteiro.

Outra recomendação da Secretaria Estadual da Saúde é para as pessoas estarem atentas aos principais sintomas da dengue: febre durante cerca de sete dias com início abrupto, dor de cabeça frontal severa, dores nas articulações, músculos e atrás dos olhos (retro-orbital). Nesses casos, a pessoa não deve se automedicar, o que pode agravar a doença. Medicamentos com ácido acetilsalicílico, por exemplo, não devem ser utilizados, pois elevam os riscos de sangramento. Em qualquer caso de suspeita, a orientação é para a pessoa procurar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima.

Texto: Assessoria SES/RS
Edição: Redação Palácio Piratini/Coordenação de Comunicação

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