Votação de projetos polêmicos fica para os dias 15 e 22 de setembro

Depois de mais uma tentativa frustrada de acordo, a votação da maioria dos projetos do governo do Estado que tratam do ajuste fiscal no Rio Grande do Sul ficará para as próximas duas semanas. Entre eles, estão o aumento de impostose a ampliação do uso dos depósitos judiciais — única alternativa capaz de pagar, de imediato, os salários parcelados do funcionalismo.

A sessão parlamentar que prometia ser turbulenta acabou transcorrendo sem percalços nesta terça-feira. Depois de acampar na Praça da Matriz, servidores ocuparam as galerias, mas as propostas mais polêmicas não entraram em discussão. Uma das medidas aprovadas, que prevê o retorno de PMs com limitações físicas ao trabalho, teve inclusive apoio de deputados da oposição.

Piratini anuncia mais três projetos para aliviar crise nas finanças

Os temas controversos não chegaram ao plenário porque o líder do governo no Legislativo, Alexandre Postal (PMDB), voltou a sugerir acerto com os adversários e não teve êxito. Postal propôs votar em conjunto (nesta quinta e na próxima terça-feira) todos os projetos represados, incluindo o aumento de ICMSe o socorro emergencial para quitar as remunerações.

 

Três bancadas, mais uma vez, frustraram os planos do Piratini: PT, PC do B e PSOL.

— A venda casada não faz sentido, assim como não faz sentido os servidores continuarem sofrendo as consequências da estratégia do governo — disse o líder do PSOL, Pedro Ruas.

A partir desta quarta-feira, 10 propostas em regime de urgência começam a trancar a pauta — inicialmente seriam 13, mas três foram aprovadas ontem. Por conta disso, terão de ser analisadas na próxima sessão de votação (terça-feira que vem).

Outras três iniciativas, incluindo a elevação do ICMS, obstruirão a pauta a partir do dia 20 (podendo ser apreciadas na sessão do dia 22) e mais duas, a partir do dia 8 de outubro (com votação prevista para o dia 13).

— A partir de agora, seguiremos o cronograma normal — destacou o presidente da Assembleia, Edson Brum (PMDB).

Em relação ao texto dos depósitos, que integra a última leva de propostas, pode ser avaliado na mesma data do tarifaço, por iniciativa do Piratini, e serviria para cobrir os vencimentos em outubro.

 

 

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